Estreia em Julho o espetáculo “Foi a ausência que transformou os macacos em humanos”

Estreia em Julho o espetáculo “Foi a ausência que transformou os macacos em humanos”

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No dia 05 de julho, Palmas será palco da estreia de um espetáculo teatral inovador: “Foi a ausência que transformou os macacos em humanos”. A obra será apresentada no Teatro Sesc Atividades às 20 horas e conta com o apoio do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria Estadual da Cultura do Tocantins (SECULT-TO) por meio da Lei Paulo Gustavo de Incentivo à Cultura.

Este espetáculo de teatro contemporâneo convida o público a uma reflexão profunda sobre a existência humana, a criação e a fragilidade da vida. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na portaria do teatro, que tem capacidade para 250 pessoas. A classificação indicativa é de 18 anos.

Sobre o Espetáculo
“Foi a ausência que transformou os macacos em humanos” é uma obra crua e direta, que utiliza o silêncio e a poesia para falar sobre a jornada humana. A peça aborda temas como a criação, a imperfeição, a busca pelo prazer e o fracasso. Em vez de oferecer respostas, ela provoca questionamentos e inquietações no público, levando-o a refletir sobre suas próprias experiências e percepções.

Nas palavras do diretor Marcial Asevedo, “este trabalho é uma obra sem efeitos, um espetáculo cru, sem desvios, que potencializa o silêncio e a poesia. É um espetáculo que fala da jornada humana, advinda de divindades tortas para nos lembrar que temos a potência para sermos maiores e melhores, mas não conseguimos. Por isso ele é contemporâneo, porque fala das falhas, das ausências, do que não conseguimos, do quase.

Dialogando com a proposta do espetáculo, a filósofa e psicanalista Viviane Mosé defende que a literatura moderna se caracteriza por criar lacunas em suas narrativas, desconstruindo as certezas do público, pois uma obra que tenta ensinar seria irritante em uma sociedade cansada de aprender. Ela compara isso à necessidade de libertar as pessoas de seus excessos de valores morais e certezas. Para Mosé, a verdadeira literatura cria “buracos” na narrativa que fazem os leitores sentirem a perda de chão, proporcionando o prazer de esvaziar-se de códigos e preenchendo as molduras das palavras com os significados atribuídos pela própria plateia.

Outro ponto forte do espetáculo é a presença e atuação da acessibilidade na obra, realizada magistralmente por Venicius Linden, que além de intérprete em libras, também faz parte do corpo de atores no espetáculo. Isto porque, segundo o diretor “a acessibilidade principal, antes de tudo, é o acesso à estética. Ao jogo teatral como lugar de ressignificações das linguagens. Acesso ao poder dos gestos e dos silêncios na comunicação inconsciente das agruras humanas. Acesso à lingua de sinais como ação dramática, que impulsiona a narrativa e lhe dá densidade. Acesso às camadas de entendimento do que se diz e do que não se alcança. Substanciando a ausência até o grito final de uma arte do sofrer e do saber que se sofre”.

Processo de Criação
O espetáculo foi desenvolvido a partir de um processo de criação coletiva, que começou com a escolha de alguns poemas de Paulo Leminski. Os atores propuseram improvisações individuais e coletivas, e a direção traçou o eixo norteador narrativo e estético da peça. A sonoplastia é pautada na obra de Caetano Veloso, com três canções estrategicamente posicionadas.

A peça se apoia fortemente no teatro físico, onde a corporalidade dos atores é fundamental para a narrativa, e nas teorias de Bertold Brecht e Jerzy Grotowski. O distanciamento brechtiano é utilizado para garantir que o público permaneça crítico e imparcial, enquanto Grotowski influencia a relação direta entre ator e plateia, com poucos adereços e uma iluminação estática e contínua.

Contrapartidas Sociais
O Coletivo Íntimo Bar, responsável pelo espetáculo, realizou duas oficinas de teatro baseadas nas obras de Caetano Veloso e Paulo Leminski em colégios públicos de Palmas. Estão também em diálogo para realizar uma oficina teatral autobiográfica no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e uma apresentação exclusiva para o local, além da estreia no Teatro Sesc, no dia 05 de julho.

Serviço
Espetáculo: “Foi a ausência que transformou os macacos em humanos”
Data: 05 de julho de 2024
Horário: 20h
Local: Teatro Sesc Atividades
Entrada: Gratuita (retirada de ingressos na portaria)
Classificação Indicativa: 18 anos

Ficha Técnica:
Direção: Marcial de Asevedo
Atores: Raiane Oliveira, Thiago Wendel, Thiago Omena, Marcial Asevedo e Venicius Linden
Produção: Raiane Oliveira e Thiago Omena
Figurino: Raiane de Oliveira e Marcial Asevedo
Promotor de Acessibilidade: Venicius Linden
Técnico de Som: Renato TohNuki
Assessoria de Mídias Digitais: Paulo Edgladson
Fotografia: Geovélio Flowers

Para mais informações, siga o Coletivo Íntimo Bar no Instagram: @intimobarr.

Não perca a oportunidade de vivenciar um espetáculo que desafia convenções e provoca reflexões, lembrando que as respostas podem ser impróprias para menores de 18 anos, assim como a classificação indicativa da peça.

Hayla

Hayla

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